EUA: A indústria para demolir sindicatos
A A EUA: A indústria para demolir sindicatos Relatório aponta: empresas desembolsam 1,7 bilhão de dólares, por ano, para impedir que trabalhadores formem sindicatos. Quais as táticas de dispersão dos escritórios de advocacia? Por que a sindicalização, ainda sim, cresce? Quais as lições para o Brasil? Há um número que resume, com brutalidade contábil, a distância entre o direito formal e a vida real do trabalhador estadunidense: 1,7 bilhão de dólares. É o quanto os empregadores dos Estados Unidos gastam, por ano, contratando consultores e escritórios de advocacia especializados numa única tarefa — impedir que seus funcionários formem um sindicato. O dado não vem de panfleto militante. Vem de um relatório técnico do Economic Policy Institute, publicado com o LaborLab em maio de 2026, com metodologia explicitada em apêndice. Em 2025, a sindicalização nos Estados Unidos cresceu ao maior ritmo desde 2009 — sinal de que a população enxerga cada vez melhor os si...