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Exame do Super El Niño e do que ele revela

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  A A      Exame do Super El Niño e do que ele revela Temperaturas oceânicas já anunciam: vem aí uma ruptura climática inédita. O que a provoca? Quais seus nexos com o aquecimento global? Que esperar agora? Por que quase todos os governos permanecem em dissonância cognitiva? Por Patrick Mazza , em The Raven | Tradução: Antonio Martins Em 1998, um El Niño monstruoso assolava o Pacífico, alterando os padrões climáticos em todo o planeta – que acabara de vivenciar uma sequência de meses com temperaturas recordes. O então vice-presidente dos EUA, Al Gore, preparava-se para uma coletiva de imprensa sobre a turbulência climática. Um assessor ligou para Paul Rauber, editor da revista Sierra, para perguntar se ele tinha alguma pista sobre a relação entre o fenômeno e as mudanças climáticas. “ Temos algo sobre isso na nossa última edição”, respondeu Rauber. “ Está no topo da minha pilha”, respondeu o assessor. O artigo tinha como título “A Mão Invisível” e sugeria: “À ...

EUA: A indústria para demolir sindicatos

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  A A      EUA: A indústria para demolir sindicatos Relatório aponta: empresas desembolsam 1,7 bilhão de dólares, por ano, para impedir que trabalhadores formem sindicatos. Quais as táticas de dispersão dos escritórios de advocacia? Por que a sindicalização, ainda sim, cresce? Quais as lições para o Brasil? Há um número que resume, com brutalidade contábil, a distância entre o direito formal e a vida real do trabalhador estadunidense: 1,7 bilhão de dólares. É o quanto os empregadores dos Estados Unidos gastam, por ano, contratando consultores e escritórios de advocacia especializados numa única tarefa — impedir que seus funcionários formem um sindicato. O dado não vem de panfleto militante. Vem de um relatório técnico do Economic Policy Institute, publicado com o LaborLab em maio de 2026, com metodologia explicitada em apêndice. Em 2025, a sindicalização nos Estados Unidos cresceu ao maior ritmo desde 2009 — sinal de que a população enxerga cada vez melhor os si...

No Pantanal, alerta para o ecocídio

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  A A      No Pantanal, alerta para o ecocídio Fora dos holofotes, maior superfície alagável do mundo vive seca severa. Incêndios criminosos do agro espalham-se. Vegetação dá lugar a pastos. Há risco do bioma desaparecer em 50 anos. Tarefa para 2026: construir a Bancada da Biodiversidade O Pantanal, “o reino das águas”, Patrimônio Nacional (Constituição de 1988) e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera (ONU, 2000), é tradicionalmente considerado a maior planície alagada do mundo. Esse bioma transfronteiriço se estende por três países: Bolívia (53.320 km 2 ), Paraguai (8.520 km 2 ) e Brasil (151.134 km², segundo o IBGE 2017). i Com cerca de 65% desse bioma em território brasileiro no Mato Grosso do Sul e o restante no estado do Mato Grosso, apenas 5,2% do Pantanal brasileiro está protegido em Unidades de Conservação, ii embora possua uma densidade sem par de biodiversidade descrita: 124 espécies de mamíferos, sendo duas endêmicas, 325 espécies de peixes...