ATUALIDADES
A A | ![]() Enfim, uma alternativa aos opioides?Recém-aprovada pelas autoridades dos EUA, a suzetrigina mostrou-se um analgésico muito eficaz – sem os efeitos viciantes de outras substâncias. Para especialistas, isso pode torná-la uma poderosa ferramenta contra a epidemia de overdoses no país O potencial aditivo dos medicamentos opioides, estopim de crises de saúde pública pelo mundo, leva à busca cada vez mais urgente de alternativas. Em especial após a escalada da epidemia de overdoses nos Estados Unidos, que há anos registra em torno de 100 mil óbitos anuais — a maioria deles, associados ao abuso de opioides como a fentanila –, o governo e as farmacêuticas daquele país se tornaram atores particularmente interessados em conduzir pesquisas nesse sentido. Hoje (31/1), as autoridades sanitárias estadunidenses autorizaram o uso da suzetrigina, uma substância que promete ter um efeito analgésico igualmente potente, mas sem os efeitos negativos. Sem dúvida, a notícia merece comemoração. No entanto, não é possível esquecer os entraves ao acesso às inovações que são impostos pelo sistema de patentes aos que mais precisam. As primeiras informações sugerem que cada pílula do novo medicamento custará 15 dólares nos EUA. Que valores a farmacêutica que o desenvolveu buscará cobrar nos países do Sul Global? O texto sobre a suzetrigina que se segue, publicado pela Nature, oferece informações úteis para as próximas batalhas da pauta do acesso a medicamentos. (G. A.) Em 2023, quando Terp Vairin acordou de uma cirurgia em sua cavidade nasal, ela sentia como se tivesse levado um soco forte no nariz. Quando o efeito da anestesia passou, Vairin pediu algo para aliviar a dor e teve uma surpresa agradável. O medicamento que ela recebeu — um novo tipo de analgésico administrado como parte de um ensaio clínico — aliviou seu desconforto sem os efeitos de tontura ou náusea típicos de um opioide. “Eu me senti muito lúcida”, diz Vairin, uma artista de Decatur, no estado americano da Geórgia. Agora, milhões de pessoas nos Estados Unidos poderão ter acesso a esse analgésico — um medicamento chamado suzetrigina que funciona bloqueando seletivamente os canais de sódio em células nervosas sensíveis à dor e garantindo a supressão da dor no mesmo nível que os opioides sem os riscos de dependência, sedação ou overdose associados a eles. Na quinta-feira, a Food and Drug Administration (FDA), autoridade sanitária dos EUA, deu seu aval ao uso da suzetrigina para o tratamento da dor em curto prazo, e ela passou a ser o primeiro medicamento analgésico dos últimos 20 ano funcionar por meio de um mecanismo totalmente novo e receber aprovação regulatória. Especialistas saudaram a chegada de uma alternativa potente, mas mais segura, aos opioides, que são responsáveis por uma onda de overdoses e mortes nos Estados Unidos e em outros países. “Qualquer coisa que possamos adicionar ao conjunto de recursos que nos permite reduzir a dependência de opioides é um avanço importante”, diz Paul White, anestesiologista do Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles, Califórnia, que participou do desenvolvimento da suzetrigina. Enquanto isso, os desenvolvedores de medicamentos veem a aprovação da suzetrigina como um indício de que atingir os canais de sódio — uma estratégia que há muito desafia a indústria farmacêutica — pode render sucesso. “É um grande passo à frente”, afirma Stephen Waxman, neurocientista da Escola de Medicina de Yale em New Haven, Connecticut. A suzetrigina, que recebeu o nome comercial de Journavx, não é o primeiro medicamento direcionado aos canais de sódio que passa a ser usado para o tratamento da dor. Compostos como a procaína (Novocaína) e a lidocaína têm sido usados como anestesias confiáveis há mais de um século. No entanto, os canais de sódio vêm em nove subtipos, e esses medicamentos mais antigos bloqueiam todos os nove indiscriminadamente, então devem ser administrados de forma local — por meio de injeções, cremes ou geis para a pele — para evitar efeitos colaterais generalizados. A busca por medicamentos mais seletivos começou após a descoberta, na década de 1990, de que três dos canais de sódio aparecem principalmente em neurônios sensíveis à dor — o que significa que eles têm pouca atividade no coração ou no cérebro e, portanto, um risco muito menor de toxicidade ou potencial de dependência. Os canais de sódio operam como portões, abrindo e fechando em resposta a sinais elétricos que fluem através das células nervosas para deixar os íons de sódio passarem. Isso inicia uma cascata de impulsos nervosos que transmitem sinais de dor ao cérebro. Os primeiros esforços para direcionar medicamentos a esses canais se concentraram amplamente em um subtipo chamado NaV1.7. Waxman o compara ao fusível de um foguete, que amplifica a faísca inicial de um sinal de dor. Isso, por sua vez, acende o NaV1.8, outro subtipo de canal que age como propulsor de fogo, intensificando ainda mais o sinal e retransmitindo-o, na forma de impulsos repetitivos, pelos nervos até a medula espinhal e, finalmente, para o cérebro. Um terceiro canal, o NaV1.9, modula ainda mais a intensidade e a duração do sinal. Estudos genéticos de meados dos anos 2000 – que tiveram início em pacientes com uma condição de dor crônica chamada “síndrome do homem em chamas” e depois passaram por pessoas com insensibilidade completa à dor – indicaram que o NaV1.7 seria uma espécie de um regulador mestre da percepção da dor. Essas foram descobertas “de tirar o fôlego” que, de acordo com Waxman, levaram “a maior parte do dinheiro e da atenção” a serem direcionados para esse subtipo de canal. No entanto, os esforços iniciais da indústria farmacêutica para inibir o NaV1.7 produziram resultados clínicos decepcionantes. O NaV1.9 mostrou-se difícil de estudar em laboratório, então a atenção se voltou para o NaV1.8. Após testar dois outros inibidores seletivos de NaV1.8, a farmacêutica responsável pelas pesquisas se inclinou para a suzetrigina (anteriormente conhecida como VX-548) — e descobriu que ela bloqueia seu alvo de forma 30 mil vezes mais potente do que outros canais de sódio. “O VX-548 não surgiu do nada”, diz Marc Rogers, consultor de descoberta de medicamentos em Cambridge, Reino Unido. “É uma história de trabalho longo e árduo.” | A A |
BRASIL 61 |
Portal Membro desde 03/09/2021 Segmento: Notícias Premiações: |
A A | Defesa Civil Alerta: avisos já foram emitidos em Petrópolis (RJ), Vitória (ES) e Campinas (SP)Brasil61As cidades de Petrópolis (RJ), Vitória (ES) e Campinas (SP) receberam, pela primeira vez, avisos pelo sistema Defesa Civil Alerta. As mensagens ocorreram em Petrópolis, em virtude de pancadas de chuva no domingo (22); em Vitória devido às fortes chuvas na tarde de segunda-feira (23) e em Campinas, também por causa das fortes chuvas na véspera de Natal, dia 24. As cidades de Petrópolis (RJ), Vitória (ES) e Campinas (SP) receberam, pela primeira vez, avisos pelo sistema Defesa Civil Alerta. As mensagens ocorreram em Petrópolis, em virtude de pancadas de chuva no domingo (22); em Vitória devido às fortes chuvas na tarde de segunda-feira (23) e em Campinas, também por causa das fortes chuvas na véspera de Natal, dia 24. No caso de Petrópolis, foram dois alertas, às 17h12 e às 17h39, um por risco de inundação e o segundo em virtude da possibilidade de deslizamento. Em Vitória, o aviso foi disparado às 15h35, e em Campinas às 22h. As duas mensagens chamavam a atenção para o risco de alagamentos e inundações. “Em Petrópolis, o primeiro alerta foi focado em um desastre de inundação por conta da extrapolação de alguns rios na região. Ele comunicava a necessidade das pessoas não passarem naquelas áreas que já estavam com ruas alagadas e inundadas. O segundo alerta foi em virtude do risco de deslizamentos”, explicou o coordenador-geral de monitoramento e alerta do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) da Sedec, Tiago Schnorr. “Na região Metropolitana de Vitória e em Campinas, os alertas previam chuvas intensas que poderiam gerar riscos como impactos à segurança da população”, acrescentou. Segundo Schnorr, esses alertas serão enviados apenas para desastres, riscos realmente críticos, onde haja um possível impacto à segurança e à vida das pessoas. As orientações à população incluem buscar áreas mais seguras e monitorar as condições climáticas. “Os sistemas de monitoramento de alerta e alarme estão acompanhando todas as situações de risco 24 horas por dia para. A partir dessas previsões, é possível emitir alertas ou recomendações qualificadas para a população”, pontuou. O coordenador chamou atenção, ainda, para o risco de chuvas intensas nos últimos dias do ano. “Nestes últimos dias do ano de 2024, se prevê a atuação de uma zona de convergência do Atlântico Sul, em áreas da região sudeste, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Essas áreas passam a ter riscos de chuvas mais intensas e, a partir daí, riscos associados de desastres hidrológicos, como alagamentos, inundações, enxurradas e também geológicos, como deslizamentos, passam a ser possíveis”, avaliou Tiago. Primeiros alertas No início do mês, o Defesa Civil Alerta já havia sido utilizado em Minas Gerais. No dia 7, no município de Conceição do Pará, em virtude de deslizamentos em uma pilha de rejeitos de uma empresa de mineração. E no dia 20, dois avisos alertaram para risco de alagamentos e enxurradas em avenidas de Belo Horizonte. Defesa Civil Alerta Em outubro de 2022, a Anatel determinou às operadoras de telefonia móvel uma evolução do sistema de notificações de desastres, por meio da tecnologia de transmissão via telefonia celular. A nova funcionalidade, que foi denominada “Defesa Civil Alerta” vai complementar as atuais ferramentas utilizadas para o envio de alertas (SMS, TV por Assinatura, Whatsapp, Telegram e Google Public Alerts). Por meio da ferramenta, são enviadas mensagens de texto, estilo pop-up na tela do celular, sobrepostas ao conteúdo sendo acessado naquele momento, a todos os aparelhos compatíveis conectados às redes móveis 4G e 5G, localizados nas regiões com risco de desastres naturais ou outras situações emergenciais. Fonte: MIDR | A A |
BRASIL 61 |
Portal Membro desde 03/09/2021 Segmento: Notícias Premiações: |
A A |
Tragédia na ponte entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis: 14 pessoas ainda estão desaparecidasMarquezan AraújoA ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, sobre o Rio Tocantins, segue com interdição total. O trecho é localizado na BR-226 e liga os municípios de Estreito (MA) e de Aguiarnópolis (TO). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as equipes de resgate retiraram duas pessoas das águas. Uma delas é um homem de 36 anos e a outra é uma mulher de 25 anos, sem vida. Pelo menos outras 14 pessoas ainda estão desaparecidas. A ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, sobre o Rio Tocantins, segue interditada totalmente. O trecho está localizado na BR-226 e liga os municípios de Estreito (MA) e de Aguiarnópolis (TO). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as equipes de resgate retiraram duas pessoas das águas. Uma delas é um homem de 36 anos e a outra é uma mulher de 25 anos, sem vida. Pelo menos outras 14 pessoas ainda estão desaparecidas. Além disso, até o momento, pelo menos 10 veículos caíram no rio, entre eles quatro caminhões, três automóveis e três motocicletas. Pelo menos dois desses caminhões estavam carregados com produtos perigosos, como ácido sulfúrico, por exemplo. Locutor da Rádio Centro Aguiarnópolis, Elias Lima, de 44 anos, afirma que, como morador da cidade, encara a situação com tristeza. Para ele, o sentimento também é de revolta, uma vez que, antes do incidente, as autoridades competentes já recebiam alertas por parte da população de que a ponte poderia cair. “Foi uma tragédia anunciada. Não é de hoje que dizem que essa ponte iria cair. E as autoridades competentes não tomaram as devidas providências. O que eles faziam eram apenas reparos mínimos, só tapa-buraco praticamente, e com um mês já estava na mesma situação. Então, aconteceu essa tragédia”, lamenta. A PRF também informou que enviou equipes ao local com o intuito de acompanhar a situação e prestar os atendimentos necessários. Integrantes da Marinha do Brasil, bombeiros militares e outros órgãos de apoio atuam em conjunto para definir estratégias de buscas. Mergulhadores especializados já estão no local. Rotas alternativasDiante do caso, a PRF e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) divulgaram rotas alternativas para quem deseja atravessar o rio. Confira: Para os condutores que seguem no sentido Belém/Brasília via Imperatriz (MA), uma opção é ir pela BR-010, entrar à direita no km 249,6, na rotatória; atravessar a Ponte Dom Affonso Felippe Gregory; continuar pela TO-126 até Sítio Novo do Tocantins (TO); seguir para Axixá do Tocantins (TO) pela TO-201; continuar pela TO-134 para São Bento do Tocantins (TO), Luzinópolis (TO) e, então, Darcinópolis (TO); acessar a BR-226 e seguir em direção a Brasília (DF). Já para os usuários que vão no sentido Brasília/Belém via Darcinópolis (TO), a alternativa é seguir pela TO-134 em direção a Luzinópolis e São Bento do Tocantins; seguir em direção a Axixá do Tocantins, continuando pela TO-134; seguir pela TO-201 até Sítio Novo do Tocantins; continuar para Imperatriz (MA) pela TO-126; atravessar a Ponte Dom Affonso Felippe Gregory; acessar a BR-010 e seguir em direção a Belém (PA). Rádios comunitárias: prorrogado prazo para envio de propostas para operação em 795 municípios Corte de gastos: confira principais pontos da proposta aprovada no Congresso Nacional Para aqueles que seguem de Balsas (MA) a Brasília (DF), a opção é seguir para Carolina (MA); realizar a travessia do Rio Tocantins na balsa para Filadélfia (TO); seguir pela TO-222 até Araguaína (TO); acessar a BR-153 e seguir em direção a Brasília (DF). E a alternativa para quem segue de Brasília (DF) a Balsas (MA) é seguir pela TO-222 até Filadélfia (TO); realizar a travessia do Rio Tocantins na balsa para Carolina (MA) e seguir pela BR-230 para Balsas (MA). | A A |
BRASIL 61 |
Portal Membro desde 03/09/2021 Segmento: Notícias Premiações: |
A A |
Auxílio Extraordinário: mais pescadores artesanais da Região Norte terão direito ao benefícioAo que parece, está se iniciando uma disputa entre chineses e americanos para assegurar fontes de suprimento de minerais críticos. Em apenas uma semana (a última do mês de novembro), três movimentos indicam essa movimentação. Pelo lado chinês, a CNMC (China Nonferrous Mining Metal Company) adquiriu a Mineração Taboca, produtora de estanho, tântalo e nióbio, que era controlada pelo grupo peruano Minsur, pelo valor de US$ 340 milhões. Além disso, a também chinesa Baiyin Nonferrous firmou um compromisso de compra da Mineração Vale Verde, produtora de cobre em Alagoas e controlada pelo fundo de investimento Appian Capital, pelo valor (não confirmado pela Appian) de US$ 420 milhões. No que se refere aos americanos, o Export-Import Bank of the United States comprometeu-se a financiar US$ 266 milhões para a Lithium Ionic construir o seu projeto de lítio Bandeira, no Vale do Lítio, em Minas Gerais. A Mineração Taboca, em sua mina de Pitinga, localizada no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas, possui reservas expressivas de minério de estanho contendo nióbio, tântalo, zircônio, urânio e terras raras. Um estudo de avaliação realizado há alguns anos indicou recursos totais de 618 milhões de toneladas de minério, sendo 164 milhões t Medidas, 260 milhões t Inferidas, 194 milhões t Indicadas. Além disso, o estudo apontava para um potencial adicional de 568 milhões de toneladas, o que elevaria o total de recursos para 1,186 bilhão de toneladas. Os teores eram os seguintes: estanho - de 0,082 a 0,141% Sn; nióbio de 0,169 a 0,202% de Nb2O; tântalo - 0,018 a 0,024 de Ta2O5; urânio - 0,031 a 0,043% de U3O8 e zircônio - 0,796 a 0,845% de ZrO2. A reserva lavrável (provadas e prováveis) somavam 201 milhões de toneladas, com 0,176% de Sn, 0,223% de Nb2O5, 0,028% de Ta2O5, 0,03% de U3O8 e 0,808 de ZrO2. Além disso, o minério contém terras raras pesadas, o que pode ajudar a explicar o interesse da CNMC, que é um importante processador de terras raras na China. Em seu relatório anual de 2023, o grupo Minsur reporta um total de 337,4 milhões de toneladas de recursos em Pitinga, sendo 121,3 milhões t Medidas e 216,1 milhões t Indicados, com teores de 0,119% de Sn, 0,199% de Nb2O5 e 0,026% de Ta2O5. Não se menciona urânio nem zircônio. Além disso, na planta de metalurgia que possui em Pirapora do Bom Jesus (SP), estima-se que a Taboca tenha estocado cerca de 400 mil t de escória contendo elementos de terras raras, háfnio, urânio e zircônio, que não são recuperados no processo metalúrgico do estanho, nióbio e tântalo. A Mineração Vale Verde, por sua vez, opera o projeto Serrote, em Craíbas (AL), que concluiu ramp up em 2022, é um dos quatro produtores de cobre no País. A transação com a Baiyin, também conhecida como BNMC, é o principal supridor de cobre na China, listada na bolsa de valores de Shangai, só deverá ser finalizada no início de 2025, após análise do CADE e do governo chinês. Já a Lithium Ionic pretende ser uma os principais produtores brasileiros de lítio, com uma capacidade de 178 mil toneladas/ano, a partir de 2026. A diferença entre as estratégicas adotadas por chineses e americanos, na busca por minerais críticos, é que enquanto os chineses fazem aquisições, assumindo os ativos, os americanos preferem fazer aportes financeiros nos empreendimentos, uma forma de garantir suprimento futuramente. (Por Francisco Alves) | A A |
BRASIL 61 |
Portal Membro desde 03/09/2021 Segmento: Notícias Premiações: |
Comentários
Postar um comentário