Mais do que um toque

 

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Mais do que um toque

Intervenções baseadas no toque foram benéficas para reduzir a dor, a depressão e a ansiedade em adultos e crianças

Saúde e fé

Mesmo que você não se sinta muito à vontade com abraços, é bem provável que o contato físico com seus pais foi importante no desenvolvimento. O contato pele a pele (CPP) imediatamente após o nascimento estabiliza a temperatura corporal do recém-nascido, reduz o choro e proporciona estabilidade cardiorrespiratória. O CPP é um método eficaz para reduzir a dor em recém-nascidos. E também beneficia as mães, diminuindo o estresse materno.

Uma revisão sistemática e meta-análise de 212 estudos concluiu que as intervenções baseadas no toque foram benéficas tanto para a saúde física quanto para a mental, sendo particularmente eficazes para reduzir a dor, a depressão e a ansiedade em adultos e crianças, além de promover o ganho de peso em recém-nascidos.

O hormônio neuropeptídeo ocitocina tem sido associado, em pesquisas, aos efeitos do toque afetuoso.

A liberação de ocitocina e os efeitos positivos do contato pele a pele – podem, com o tempo, evoluir para "reflexos condicionados". Após algum período, o simples fato de ver, ouvir ou sentir o cheiro da mãe pode desencadear a liberação de ocitocina no bebê, de maneira pavloviana. Mais adiante, o simples pensamento ou a imagem mental da mãe pode ser suficiente para desencadear a liberação de ocitocina na criança.

Portanto, mesmo sem estar fisicamente ao lado de sua mãe, só de pensar e sentir-se perto dela pode trazer benefícios.

A conexão com Deus não ocorre através de contato físico. Não temos o privilégio de viver na época que Jesus esteve em Israel, para ouvi-lo, tocá-lo, ou ser tocado por ele, mas podemos ir a ele como estamos e receber perdão, sentido na vida, paz, e outros benefícios. “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei.” (Mt 11.28, NAA).

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